Com a popularização das intituladas “bets”, cresce também a preocupação com os riscos de dependência e a necessidade de medidas preventivas para evitar o vício. Segundo um estudo do Instituto Locomotiva, cerca de 25 milhões de brasileiros fizeram apostas nos últimos seis meses, sendo que 20% deles são de baixa renda e apostam pelo menos uma vez ao mês. Em relação aos casos mais graves, de "jogo patológico", o Estado precisa garantir, minimamente, acesso a tratamento multidisciplinar nos CAPS, e treinamento das equipes de saúde mental para o manejo específico da ludopatia. Também cabe a implementação de mecanismos legais de proteção financeira para pessoas diagnosticadas com o transtorno, e acesso a apoio e orientação aos familiares de pessoas com ludopatia. Não se pode prescindir de investimentos em pesquisas e reabilitação social e profissional.
Quando a pessoa continua apostando mesmo contra a própria vontade ou capacidade financeira, o quadro já pode ser classificado como compulsão. “Procurar um psicólogo não deve ser visto como um sinal de fraqueza, mas como um passo importante para retomar o controle sobre a vida. Um profissional pode ajudar a identificar as causas do comportamento compulsivo e oferecer estratégias eficazes para superá-lo”, reforça Marcelo Matias. No entanto, mesmo com uma regulação em vigor, a responsabilidade pelo cuidado mental recai também sobre o próprio indivíduo. É essencial que os apostadores estejam atentos ao seu comportamento e reconheçam quando é hora de procurar ajuda. Ainda segundo Cabral, existem sinais de alerta que indicam quando o comportamento de jogar se torna patológico.
A Internet revolucionou o acesso a diversas atividades, incluindo as apostas, que agora podem ser feitas de forma virtual a qualquer hora, facilitando a rotina dos usuários. Embora essa conveniência traga benefícios, também aumenta o risco de comportamentos viciantes. O Brasil será o primeiro país a adotar essa tecnologia nas apostas online, visando a prevenção de fraudes e a restrição de apostas por menores de idade. O IBJR esclarece que o sistema funcionará de maneira semelhante ao utilizado por instituições bancárias, verificando a autenticidade do usuário e das informações cadastradas durante o processo de aposta. Todo mundo que já apostou alguma coisa e ganhou sabe da sensação de prazer e euforia da vitória.
Em comunidades periféricas, há relatos de jovens que deixam de pagar melhor plataforma para jogar fortune dragon contas básicas para continuar jogando. Um caso emblemático é o de um jovem do Vale do Paraíba que perdeu todos os seus recursos e precisou recorrer à ajuda familiar para se reerguer. Influenciadores impulsionam jogos de azar nas redes sociais, e jovens mergulham em uma prática que mistura adrenalina, frustração e risco.
Apostas ao longo da História
O impacto financeiroAlém dos efeitos na saúde mental, o vício em apostas também pode levar a graves problemas financeiros. Lucas Benevides ressalta que muitas pessoas viciadas acabam se afundando em dívidas, gastando suas economias, vendendo bens pessoais e, em casos mais extremos, recorrendo a empréstimos ou fraudes para financiar o hábito. “A situação financeira do jogador pode rapidamente sair de controle, resultando em consequências legais e deterioração da qualidade de vida”, afirma o psiquiatra. Ao discutir o vício em apostas esportivas online, é fundamental considerar tanto os impactos na saúde mental quanto as consequências financeiras para os apostadores. Seja no Brasil ou em outros países, a regulamentação do setor deve evoluir para proteger os mais vulneráveis e mitigar os efeitos devastadores dessa prática.
Com base em nossa experiência pessoal com transtorno mental como a depressão, oferecemos insights e informações atualizadas sobre a mente consciente e subconsciente, e como elas influenciam nosso bem-estar físico e emocional. A implementação do reconhecimento facial nas apostas online está em fase de testes e se tornará obrigatória em janeiro de 2025. O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que detém 75% do mercado nacional, anunciou que a tecnologia está sendo integrada nas plataformas associadas. Nesses casos, o atendimento precoce em saúde mental pode evitar danos maiores à vida da pessoa. E, segundo estimativas do Banco Central, neste ano foram transferidos via Pix – todos os meses até aqui – uma variação entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões. Para se ter uma ideia, só em agosto, foram R$ 20,8 bilhões em apostas online contra R$ 1,9 bilhão em todos os sorteios de loterias da Caixa Econômica Federal.
O professor da UFMG explica que esse sistema é modulado pela dopamina, um neurotransmissor associado ao prazer e à motivação. Quando nos envolvemos em atividades prazerosas, o cérebro libera dopamina, o que nos faz querer repetir a experiência. O problema é que o cérebro, como aponta Bruno, é “burro", pois busca padrões de prazer mesmo onde eles não existem ou são prejudiciais. As apostas exploram essa vulnerabilidade, oferecendo a promessa de recompensas rápidas e frequentes.
Quais as Consequências de se Viciar em Apostas?
É nesse ponto que o apoio familiar e psicológico se torna crucial”, aponta o profissional. Nosso conteúdo é claro, positivo e inspirador, ajudando pessoas a entenderem melhor seus próprios processos mentais e a encontrarem ferramentas para promover uma vida mais saudável e feliz. Os ganhos, é claro, tornam a experiência mais emocionante, mas não devem ser o objetivo. Eles podem acontecer, ou não chegar a serem satisfatórios, mas fazem parte dos jogos de azar. Adicionalmente, permite identificar potenciais objetos e instrumentos para futuras fiscalizações, além de avaliar a viabilidade de sua realização, fornecendo subsídios essenciais para o planejamento das futuras ações de controle. A esmagadora maioria das pessoas que fazem propaganda de bets e tigrinho não precisam.
Saúde mental, as bets e o TCU
Além disso, pessoas viciadas tendem a ficar irritadas ou ansiosas quando tentam reduzir ou parar de jogar, e muitas vezes mentem para ocultar o grau de envolvimento com o jogo. Esse comportamento compulsivo não só afeta o apostador, mas também sua rede de apoio, colocando em risco a saúde financeira e emocional de toda a família. Apostar em jogos de azar de modo a pôr em risco a saúde física, mental e financeira é hoje uma questão de saúde pública relevante no Brasil e, segundo alguns especialistas, quase tão grave quanto a dependência do álcool e do tabaco.
Apesar do pagamento de impostos e taxas pelas bets, ele lembra que a maior parte das empresas estão localizadas fora do país e o único investimento que se vê de fato é o feito em marketing e publicidade. Perdem compras que são excepcionais, como cultura e lazer, cuidados pessoais, até vestimentas. Na alimentação, as pessoas não vão deixar de comer, mas vai para o downgrade de marcas”, explica Mauro Toledo, diretor da Strategy&, consultoria da PriceWaterhouse Brasil. O acesso à publicidade expõe pessoas vulneráveis ao jogo, ampliando os danos, inclusive por meio de influenciadores digitais”, declara o docente.
O vício em jogos de apostas é uma condição que pode afetar profundamente a vida de uma pessoa, causando danos emocionais, financeiros e sociais. Um dos principais sinais de alerta é a perda de controle sobre o hábito de apostar, quando a pessoa não consegue mais parar, mesmo ao enfrentar perdas significativas. Outros sinais incluem o aumento progressivo das quantias apostadas, mentir sobre o tempo ou o dinheiro gasto nas apostas e utilizar o jogo como forma de escapar de problemas emocionais ou financeiros. Nos últimos anos, os jogos de azar e apostas online (bets) se tornaram uma parte crescente da vida de muitas pessoas. O fácil acesso às plataformas digitais, os anúncios sedutores e a promessa de grandes ganhos rápidos têm atraído milhões para o mundo dos jogos. Embora muitos encarem essas atividades como entretenimento, para outros, o envolvimento com apostas e jogos de azar pode se transformar em um vício perigoso, com sérias consequências para a saúde mental.
Procurar apoio psicológico em casos de dependência, é essencial para que o vício não afete a saúde mental. Os jogos de aposta, por seu turno, envolvem o risco de perder dinheiro ou bens materiais em troca de uma possível recompensa. Isso inclui desde jogos de cartas, como pôquer, até loterias, apostas esportivas e cassinos online. Jovens que enfrentam dificuldades financeiras ou emocionais são mais propensos a usar as apostas como uma forma de escape, agravando sua situação.